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Países que estão promovendo a energia renovável

Conheça os países que se destacaram na última década pelo alto investimento em energia renovável. China e Índia são dois nomes emergentes na lista

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Os polos de inovação tecnológica pelo mundo são engajados em promover revoluções e alta tecnologia. Contudo, seu engajamento vai muito além de robôs, bancos digitais e big data: a energia renovável também está florescendo entre os países mais tecnológicos.

Segundo o Relatório da Situação Global das Renováveis de 2019, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), o investimento global em energia verde ultrapassou US$ 2,6 trilhões na última década. Foram mais gigawatts de capacidade por energia solar instalados do que qualquer outra tecnologia de geração energética.

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“Investir em energia renovável é investir em um futuro sustentável e rentável, conforme vimos no incrível crescimento em energias renováveis da última década. Mas não podemos nos dar ao luxo de ser complacentes. As emissões globais do setor de energia aumentaram cerca de 10% nesse período. Está claro que precisamos acelerar rapidamente o ritmo da mudança global para as energias renováveis, se quisermos atingir as metas internacionais de clima e desenvolvimento.”

Inger Andersen, diretor executivo do Programa Ambiental da ONU para o Relatório da Situação Global das Renováveis de 2019

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Países emergentes se destacam no relatório

Cinco países no mundo se destacaram em 2019 não apenas pelo investimento em soluções redutoras dos danos das mudanças climáticas. Entre eles, dois países emergentes aparecem na lista: China e Índia.

1. China

A China foi o país campeão em investimento em energia limpa da década. De acordo com o estudo, US$ 758 bilhões foram empregados com este propósito entre 2010 e 2019.

A China assumiu a liderança no ranking em energia renovável porque se tornou o maior produtor, exportador e instalador de painéis solares, turbinas eólicas, baterias e veículos elétricos de todo o mundo.

2. Índia

A Índia é o quarto maior mercado de energia renovável, atrás da China, Estados Unidos e Japão. 

O relatório mostra que o país estabeleceu a meta de atingir 175 gigawatts de capacidade em energia renovável até 2022, com produção solar até 100 gigawatts – entre quatro e seis vezes mais do que produziram em 2018.

A taxa de crescimento deste setor foi de 54% nos últimos anos. Hoje, cerca de 35% da energia produzida no país provém de fontes renováveis. 

A maior parte do investimento deste gênero foi direcionado a painéis solares e usinas eólicas.

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3. Estados Unidos

Depois da China, os Estados Unidos são o país que mais investe em energia renovável no mundo, com US$ 356 bilhões investidos na última década.

Somente em 2018, o país investiu mais de US$ 22 bilhões em energia eólica, e US$ 20 bilhões em energia solar. Também houve investimento significativo em biocombustíveis e resíduos de biomassa, com US$ 4 bilhões e US$ 2 bilhões, respectivamente.

4. Japão

Para o relatório, o Japão foi terceiro principal investidor em energia limpa da década, com US$ 202 bilhões aplicados.

O Japão também é um dos principais centros de investimento em biomassa do mundo, juntamente com o Reino Unido e partes da Escandinávia.

De acordo com a Japan Times, o governo japonês pretende derivar 44% da energia renovável e nuclear até 2030.

Contudo, o investimento em energia eólica ainda não atingiu um estado notável, mas há crescimento observável.

5. Espanha

Embora a Espanha não tenha sido o maior investidor verde do mercado europeu, o país teve o crescimento mais espetacular da década: os investimentos cresceram 859%. 

Este salto se deu graças às novas gerações de painéis solares e eólicos de baixo custo, que começaram a despontar nos leilões e setores privados.

O país é um dos líderes mundiais quando o assunto é produção de energia eólica. Além disso, de acordo com o The Guardian, a Espanha estabeleceu a meta de tornar suas fontes de energia elétrica 100% renováveis até 2050, com a instalação de mais usinas eólicas a cada ano.

(Fonte: Unsplash)

Tipos de energias renováveis

Eólica: obtida do vento

Solar fotovoltaica: obtida pela luz do sol

Solar térmica: proveniente do calor do sol

Hidráulica ou hidrelétrica: energia obtida de rios e outras correntes de água doce

Biomassa e biogás: extraída de material orgânico

Geotérmica: energia térmica do interior da Terra

Energia maremotriz: obtida das marés

Energia ondomotriz: resultante das ondas do oceano

Bioetanol:  combustível orgânico  obtido da fermentação vegetal

Biodiesel: combustível orgânico obtido de óleos vegetais

Energia limpa apresenta vantagens competitivas

Segundo a Acciona, fornecedora mundial em infraestruturas para energias renováveis, o desenvolvimento da energia verde é essencial por cinco razões:

  • São competitivas no mercado, pois os custos estão baixando em todo o mundo. Logo, são uma excelente alternativa de recursos;
  • Também reduzem a dependência de importação de petróleo em países cujos recursos não são nativos;
  • São inesgotáveis em comparação às fontes convencionais, pois estão disponíveis em fontes infinitas, como o sol, o vento ou as ondas;
  • Estão de acordo com o consenso político internacional, que ditou a obrigatoriedade da redução da pegada de carbono;
  • E, naturalmente, são parceiras na luta contra as mudanças climáticas, por não emitirem gases do efeito estufa.

Fonte: https://www.consumidormoderno.com.br/2020/01/20/paises-energia-renovavel/

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Caderno Temático 1

O Projeto GEO e seu primeiro caderno temático

Este é o primeiro de uma série de cadernos temáticos que apresentam um panorama do Projeto de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) Gerador de Energia Ondomotriz (ProjetoGEO). gerando energia elétrica a partir das ondas do oceano. O projeto, executado no âmbito do Programa de P&D da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), tem como objetivo principal o desenvolvimento de uma prova de conceito (um modelo prático) para um sistema de geração de energia a partir do movimento das ondas.

A relevância do projeto está associada ao potencial de geração de energia a partir das ondas no Brasil, cuja costa tem 7.491 km de extensão e potencial energético da ordem de, aproximadamente, 80 GW de potência, que na atualidade, encontra-se praticamente inexplorado. As fontes renováveis, como a energia solar e a eólica, deixaram de ser uma alternativa emergente e se tornaram reais na diversificação da matriz elétrica. Da mesma forma, atualmente, a energia das ondas emerge como uma fonte alternativa.

Há em muitos países do mundo, várias iniciativas e contribuições técnicas sendo realizadas, as quais, no futuro podem ser viáveis para a geração comercial de energia.

O desenvolvimento de tecnologias como essa busca o bem-estar social, no sentido de criar soluções coerentes, atuais e inovadoras. Essa é uma das formas de propiciar uma matriz energética mais robusta, confiável e inteligente. O presente material se propõe a contextualizar o projeto GEO, passando pelas fases de revisão bibliográfica, desenvolvimento e constatações.

Ótima leitura!

Clique aqui para fazer o download do Caderno Temático 1

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Empresário baiano aposta na geração de energia das ondas

A força das ondas pode ser fonte de energia não apenas para surfistas e demais amantes do mar. Mais do que isso: pode, de fato, representar produção de energia renovável, contribuindo para a infraestrutura produtiva de um país. É o principal argumento do empresário baiano Helio Borges, que inventou um equipamento para converter a energia cinética das ondas em eletricidade limpa, renovável e sustentável.

O projeto de Borges, que atua no setor de bombas hidráulicas, foi um dos seis selecionados pela ação A TARDE Inovação e Tecnologia, lançada este ano, em agosto, durante a primeira edição na Bahia da Campus Party, evento internacional de tecnologia. Desde então, os 188 projetos inscritos vinham sendo analisados pela curadoria, que acaba de indicar os seis vencedores.

Clara Luz (contêiner coletor de água para o semiárido), Michelle Melo (sistema de limpeza para painéis solares), Alex Correia (projeto Mosquito Zero), Wagner Barreto (Aplicativo D’Maré) e os estudantes do Centro Estudantil de Educação Profissional (Ceep), de Lauro de Freitas, representados por Matheus Miler, Thiago Alves e Sérgio Carneiro (robô antibomba), também assinam os projetos selecionados e que estão sendo apresentados durante esta semana em série de reportagens em A TARDEPortal A TARDE e A TARDE FM (103,9 FM).

Patente

No caso do conversor de energia criado por Helio Borges, a invenção já foi até patenteada pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). “O protótipo já se encontra desenvolvido, necessitando apenas de análises técnicas mais aprofundadas a respeito de materiais, testes práticos e estudos de capacidade de geração, por exemplo”, explica o texto de apresentação do projeto.

Quando foi patentear a invenção, Borges soube de outras iniciativas de ondomotriz (energia das ondas) feitas até por outros países (Portugal, Espanha e Alemanha, entre outros) e também em outros estados brasileiros, como o Ceará. “A própria Petrobras também já desenvolve algumas iniciativas na área, usando a energia gerada pelas ondas para alimentar pequenas estruturas em duas plataformas”, conta o engenheiro eletricista Marcelo Cad, do Instituto Federal da Bahia (Ifba).

“Simples e eficiente”

A novidade do projeto de Helio Borges, entretanto, “está na simplicidade e no resultado (proporcionalmente) tão efetivo”, como explica o próprio inventor. “Trata-se de um conjunto de boias que flutua sobre o mar e que, junto com correntes e catracas, giram o eixo em que estão acopladas e que geram energia, a partir de ondas com altura entre 20 centímetros e 1,5 metro”, explica Borges, que mantém o protótipo em um galpão de sua empresa, por conta dos custos relativamente elevados para manter testes constantes no mar.

“É, sem dúvida, um projeto muito interessante, que trouxe comigo para ser avaliado pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, obtendo reconhecimento pelo professor Nevan Hanamura, que ficou impressionado com a simplicidade de um aparelho mecânico que pode gerar mais de 200 kVA de energia”, contou o professor Roberto Badaró, titular do Senai-Cimatec na Bahia, que está em viagem ao país norte-americano. “O diferencial do projeto baiano está justamente na simplicidade e eficiência”, frisa Badaró.

Depois de ter patenteado a ideia, tudo o que Borges quer agora é encontrar parceiros dispostos a investir no aperfeiçoamento técnico, seja do equipamento ou de sistemas de distribuição. Para tanto, espera despertar o interesse de universidades e outras instituições de pesquisa, que disponham no orçamento de recursos para investir em testes e mais estudos.

Na onda

“Há ainda empresas privadas do setor ou mesmo instituições públicas, como a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que também lançam editais para pesquisa, mas que, na maioria das vezes, exigem a participação de instituições reconhecidas, como universidades, para selecionar projetos para liberação de recursos”, lembra Helio Borges, confiante em atrair mais interessados em mergulhar com ele na onda da energia renovável.

Hoje, o filho, que já foi surfista e tem o mesmo nome do pai, tornou-se o principal parceiro de ondomotriz. “Meu pai já gastou muito com testes até que chegou um momento que, ao percebermos a viabilidade do projeto reconhecida por instituições e perseguida por dezenas de países, notamos que o que precisamos agora é de ajuda técnica e financeira, e é essa boa energia que esperamos encontrar em futuros parceiros”, diz Helio Filho, engenheiro.

Fonte: https://atarde.uol.com.br/economia/noticias/1920697-empresario-baiano-aposta-na-geracao-de-energia-das-ondas

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Pesquisadores do Lactec avançam em projeto de P&D de geração de energia ondomotriz

O Lactec está desenvolvendo um projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D), em parceria com a Hidrobombas Engenharia e a Global Participações em Energia (GPE), que tem o objetivo de avaliar a funcionalidade, viabilidade técnica e econômica e a eficiência energética de sistemas de absorção e conversão de energia das ondas em eletricidade. Em evento on-line realizado nessa quarta-feira (25/11), a equipe de pesquisadores apresentou um panorama geral sobre o Projeto de Geração de Energia Ondomotriz (GEO), os resultados obtidos até agora e os próximos passos desse estudo, que já atingiu a fase de testes e avaliação de desempenho, em modelos reduzidos.

O coordenador do Projeto GEO pelo Lactec, Rodrigo Paludo, explicou que a pesquisa se baseou no protótipo desenvolvido pelo empresário baiano Hélio Borges, da Hidrobombas. O modelo original consiste, basicamente, em um sistema flutuante, fixo em um chassi, com braços articulados, que oscilam conforme o movimento das ondas, gerando energia. O conceito foi aprimorado e a partir de modelagem 3D foi possível realizar os estudos iniciais. “Desenvolvemos um vasto estudo cinemático, dinâmico, avaliando componentes, robustez, flutuabilidade e estabilidade do sistema”, acrescentou o pesquisador.

De acordo com Paludo, também foi construído um tanque de ondas, em escala menor, e desenvolvidos os dispositivos para os testes preliminares. Para dar suporte à nova etapa de estudos, está sendo construído, em uma das unidades tecnológicas do Lactec, em Curitiba, o Laboratório de Estudo da Energia das Ondas (LEEO), que permitirá simulações com diferentes modelos reduzidos de conversores de energia, antes de sua instalação em ambiente marinho. O projeto é realizado no âmbito do Programa de P&D da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Diversificação da matriz

O coordenador do Projeto GEO defendeu que frentes de pesquisa como essa são importantes para indicar novos caminhos para a diversificação das fontes de geração. O pesquisador apontou o potencial do litoral brasileiro (90 gigawatts) e as vantagens de aproveitamento da energia do mar em termos de fator de capacidade e de regularidade na geração, em comparação com outras fontes intermitentes, como a eólica, por exemplo, como diferenciais competitivos relevantes para que a fonte ondomotriz garanta seu espaço na matriz elétrica brasileira.

O professor da Faculdade de Engenharia do Porto (Portugal), Paulo Rosa Santos, que tem se dedicado a pesquisas em energias renováveis e acompanhou projetos de aproveitamento do potencial oceânico em diversos países europeus, divide opinião semelhante. “Esse é um projeto que eu considero muito interessante e muito estratégico para um país como o Brasil, tão extenso e com uma zona costeira também muito extensa. O projeto está apenas no seu primeiro ano, mas já tem muitos resultados interessantes para mostrar. Penso que se trata de um projeto muito promissor e que trará muitos e bons resultados nos próximos anos”, declarou o especialista, durante sua participação no webinar promovido pelo Lactec.

Domínio tecnológico

Santos também defendeu o aproveitamento de novas fontes de energia renovável, em razão do crescimento da população mundial e do aumento do consumo de energia per capita. “Isso faz com que seja necessário continuar a investir no desenvolvimento de novas tecnologias, que possam aproveitar novos recursos e complementar o ‘mix’ energético. Com a fonte renovável, nós podemos evitar problemas em termos de aquecimento global e também mitigar os processos climáticos que atualmente estão em curso”, ponderou.

Durante sua palestra, o pesquisador português, que também integra a equipe do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (Ciimar) da Universidade do Porto, apresentou as várias possibilidades de aproveitamento do potencial do oceano – energia das ondas, das correntes das marés, de gradientes térmico e salino – e relatou sua experiência com projetos que buscam o domínio tecnológico desses recursos. Uma das frentes de pesquisa em andamento avalia a aplicação de tecnologias em áreas portuárias.

No Brasil, o único projeto dessa natureza é a Usina de Ondas do Porto de Pecém (CE), cujo piloto foi desenvolvido pela Coppe, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A gravação do webinar está disponível no Canal do Lactec no YouTube.

Para mais informações sobre o Projeto GEO, acesse o site Energia das Ondas.

Fonte: https://www.canalenergia.com.br/noticias/53155670/lactec-desenvolve-pd-para-geracao-ondomotriz